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26 Janeiro, 2026Menopausa: 8 respostas a perguntas frequentes ouvidas em consulta de nutrição funcional
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas nem sempre é vivida de forma tranquila. A partir dos 39 anos, observa-se um declínio progressivo e fisiológico dos níveis hormonais, estimando-se uma redução anual entre 3% a 10% na maioria das pessoas. No caso da mulher, esta descida torna-se particularmente abrupta durante a menopausa, o que pode desencadear um conjunto de sintomas físicos, emocionais e metabólicos que impactam significativamente a qualidade de vida.
É precisamente aqui que a nutrição funcional assume um papel central. Mais do que contar calorias ou prescrever dietas restritivas, esta abordagem procura compreender a mulher como um todo — considerando fatores emocionais, ambientais, cognitivos, genéticos e o estilo de vida — para identificar e corrigir desequilíbrios que estejam na base da sintomatologia.
No contexto do Smart Aging, a nutrição funcional promove saúde, longevidade e prevenção do envelhecimento precoce. Não se trata apenas do que comemos, mas também de como, quanto e quando comemos. A alimentação deixa de ser temporária ou restritiva e passa a ser consciente, sustentável e personalizada.
Abaixo, partilhamos algumas das perguntas mais frequentes ouvidas em consulta, respondidas pela nutricionista Dra. Rita Andrade.
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A menopausa torna inevitável o ganho de peso?
Não. A verdade é que a descida dos estrogénios vai favorecer a redistribuição da gordura na zona abdominal e tem um menor gasto energético devido ao facto de o metabolismo basal baixar.
Mas em nutrição adaptamos a alimentação, seja com alimentos termogénicos, seja com a prática de exercício físico acompanhado com os alimentos melhores para favorecer o ganho de massa muscular ou pelo menos a preservação da massa muscular e conseguimos um resultado excelente com baixa de peso real.
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A menopausa causa mesmo alterações de humor e ansiedade?
Sim, causa. Durante a menopausa é comum existir um sono menos profundo e uma descida de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina. Trata-se de uma questão neuroendócrina que pode manifestar-se através de ansiedade, irritabilidade ou alterações de humor.
Em nutrição funcional, trabalhamos com alimentos que ajudam a modular estas alterações. Por exemplo, o cacau (quando rico em cacau e com baixo teor de açúcar) pode contribuir para o bem-estar. Infusões calmantes, como a camomila, também são frequentemente utilizadas.
Além disso, são definidos alimentos estratégicos para ajudar a controlar os chamados cravings — aquela vontade súbita e intensa de comer — privilegiando opções de baixo valor calórico que possam ser consumidas em maior quantidade sem comprometer o equilíbrio metabólico.
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A alimentação influencia os afrontamentos (calores)?
Sim, influencia. Na nutrição funcional procuramos reduzir ou eliminar alimentos que possam agravar os afrontamentos, como álcool, açúcar e ultraprocessados. Paralelamente, reforçamos a ingestão de:
- Proteína de qualidade
- Fitoquímicos
- Magnésio
- Vitaminas e minerais essenciais
Os resultados são frequentemente rápidos. Muitas mulheres relatam diminuição dos calores ao fim de uma a duas semanas após adotarem uma alimentação mais equilibrada e personalizada.
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Na menopausa devo retirar os hidratos de carbono?
Não. Os hidratos de carbono são fundamentais para a produção de energia, para o metabolismo da proteína e para a manutenção da massa muscular. O segredo não está na exclusão, mas sim na escolha, quantidade e timing.
Em consulta, é avaliada a taxa metabólica, os hábitos e as necessidades individuais. A recomendação tende a privilegiar hidratos de carbono de baixo índice glicémico, como:
- Batata-doce (em vez de batata branca)
- Arroz integral (em vez de arroz branco)
Cada plano é adaptado à realidade metabólica e ao estilo de vida da paciente.
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A proteína é mesmo fundamental na menopausa?
Sim, é fundamental. A sarcopénia (perda de massa muscular) é comum nesta fase da vida. No entanto, é importante perceber que nem todos os alimentos considerados “proteicos” fornecem a quantidade de proteína que imaginamos.
Por exemplo, um peito de frango com 200g não corresponde a 200g de proteína, mas sim a cerca de 50g. Além disso, é essencial avaliar a biodisponibilidade proteica e as necessidades individuais de acordo com:
- Idade
- Nível de atividade física
- Resultados de análises clínicas
A ingestão proteica deve ser calculada de forma personalizada.
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É tarde demais para mudar de hábitos depois da menopausa instalada?
Não, nunca é tarde demais. As alterações ósseas, metabólicas e hormonais podem ser influenciadas positivamente através da alimentação e da mudança de estilo de vida, independentemente da idade. Há sempre margem para melhorar indicadores de saúde e qualidade de vida.
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A menopausa acelera o envelhecimento?
Não há uma resposta fechada. As alterações hormonais e metabólicas podem expor fragilidades pré-existentes. No entanto, quando existe intervenção nutricional funcional integrada num plano de Smart Aging, é possível limitar esse impacto e prevenir o envelhecimento acelerado.
Ao identificar vulnerabilidades metabólicas e endócrinas, torna-se possível agir preventivamente e proteger a saúde a longo prazo.
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O intestino muda na menopausa?
Sim, muda. As alterações hormonais influenciam a microbiota intestinal e o trânsito intestinal, podendo surgir obstipação ou alterações digestivas. Quando existe obstipação, pode também haver comprometimento na absorção de nutrientes.
A nutrição funcional trabalha a saúde intestinal de forma estratégica, ajustando a alimentação e, quando necessário, a suplementação, de acordo com a sintomatologia e análises clínicas.
A Consulta de Nutrição Funcional na UP Clinic
A nutrição funcional deriva da perspetiva da medicina funcional, sendo uma abordagem que considera o individuo como um todo, tendo em conta os fatores emocionais, ambientais, cognitivos, a genética e o estilo de vida e enquadrando todos os aspetos bioquimicamente e fisiologicamente.
Um dos principais objetivos da nutrição funcional prende-se com a deteção e correção de desequilíbrios e alterações orgânicas que possam conduzir a processos patológicos. Assim sendo, a nutrição funcional visa trabalhar na prevenção da doença, utilizando os sintomas como forma de chegar à raiz do problema.
Durante a consulta de nutrição são abordados temas como:
– Fatores ambientais
– Situação emocional
– Hábitos alimentares e de atividade física
– História individual e familiar de patologias
– Uso de medicamentos
– Função gastrointestinal
– Higiene do sono
É ainda realizada uma avaliação antropométrica para determinar a composição corporal. O plano alimentar é traçado de forma totalmente personalizada, tendo em conta não só as informações recolhidas, mas também os objetivos e ambições de cada pessoa.
Menopausa: Uma abordagem personalizada e ajustada a cada caso
Na menopausa, esta abordagem personalizada pode fazer toda a diferença, não apenas para controlar sintomas, mas para promover saúde, equilíbrio e longevidade.
Se procura um acompanhamento nutricional ajustado ao seu caso clínico, ao seu corpo e à sua fase de vida, a nutricionista Dra. Rita Andrade está pronta para o receber na UP Clinic.
Nutricionista Dra. Rita Andrade — Membro Efetivo da Ordem dos Nutricionistas, cédula profissional 2944N.




